quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Parte 2

Quando eu cruzei a porta de casa eu não tinha ideia de para onde ir, apenas fui andando pelo meu bairro até o onibus passar e eu pegá-lo. Só no meio do caminho percebi para onde estava indo: a casa do meu melhor amigo. O ônibus parou a duas quadras da casa dele, desci e quando cheguei em frente a sua casa fui para o beco ao lado do prédio dele e gritei pelo seu nome. Sua mãe apareceu na janela, me comprimentando simpática como sempre, avisando que ele não estava. Merda. Agradeci e ela perguntou se eu queria subir, disse que não, só pedi pra ela dizer a ele que eu o amo. Ela riu e perguntou se estava tudo bem, apenas confirmei e fui embora.
Agora eu já sabia exatamente onde ir, peguei o ônibus que me deixava em frente ao aeroporto, e durante o trajeto agradeci mentalmente por ter deixado o ipod dentro da mochila, eu não iria conseguir ir embora sem ele, e também não poderia voltar para casa para buscá-lo.
Cheguei ao aeroporto e fui direto comprar minha passagem para a terra da garoa, dei sorte de ser um dia de pouco movimento e consegui comprar uma passagem por um preço bastante bom. O avião decolava em 40 minutos, fiquei perambulando pelo aerporto até dar a hora.
Entrei na livraria e não acreditei no que vi: meu melhor amigo de mãos dadas com alguma loira vagabunda. Na mesma hora fui tirar satisfação, o que ele estava fazendo aqui? O que ele estava fazendo em um aeroporto com uma garota? O QUE? Não eu não gosto do meu melhor amigo, apenas tenho ciumes. Muito ciúmes.
'Oi Raphael.' - Falei olhando nos olhos dele.
'D-déh? Er, oi.' - ele gaguejou, surpreso de me ver ali.
'Ta fazendo o que aqui?' - Falei olhando pra ele e logo olhando para a loira, eu sabia que ele ia entender que tem um '...com ela?' na minha pergunta.
'Ah nada demais, eu to mostrando a cidade pra Luisa, minha prima, lembra dela?' - A vadia que pega 17 em uma festa e fica de porre toda semana? Foi o que eu tive vontade de responder mas ok.
'Aha, lembro sim' - Respondi
'Mas e você, o que veio fazer aqui?' - ele perguntou, mudando de assunto, pois percebeu que eu estava irritada. Odiava a prima dele.
'Hmm, estou indo pra São paulo, aliás, tá na minha hora.' - Falei e virei as costas. Pude ouvir ele me chamando, mas fingi que não ouvi, ele que fique lá com a Luisa Vadia.
Entrei no avião, me sentei e coloquei o ipod no último volume e fiquei olhando pela janela, sonhando como seria minha vida ali para frente.
Quando dei por mim, já haviamos pousado. Desci e fui me informar sobre o onibus que a propria companhia aérea fornecia gratuitamente até o shopping. Me disseram que ele estava saindo nesse momento então me apressei e entrei nele. Em meia hora chegamos ao shopping, entrei e fiquei olhando algumas lojas pensando no que fazer. Peguei meu celular e disquei o tão conhecido celular dela. Desligado. Caralho.
Na hoa me deu uma crise de pânico, eu tinha ido para São Paulo porque sabia que poderia contar com ela. Então me lembrei dele.
'To na sua cidade, na Starbucks, estou te esperando.' - Mandei através de sms para ele. Agora era só esperar, eu sabia que ele viria. Não viria?

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