quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Parte 6

Dormi extremamente bem, como não dormia a um bom tempo, e acordei disposta a ir procurar um lugar para morar e um trabalho. Mas chegando ao hall do hotel para tomar o café me dei conta que era sábado, então antes de ir para o local do café da manhã fui a recepção e pedi para estender minha diária pelo menos até segunda feira.
Tomei café e resolvi aproveitar que estava um lindo dia sem nuvens e com um sol gostoso para ir em um parque qualquer, peguei meu celular e meu mp4 em meu quarto, logo depois do café, peguei um ônibus e fui.
Chegando lá o parque estava cheio, com adultos caminhando, velhinhos conversando e jogando dominó e muitas familias com crianças pequenas.
Me sentei no meio do parque, na grama mesmo, bem  longe das árvores e fiquei ali parada absorvendo o sol, depois de uma meia hora ouvi um choro de uma criança. Abri os olhos e vi que era um bebe, de mais ou menos 2 anos chorando, aparentemente havia se perdido da mãe. Fui até ele e perguntei o que havia acontecido, ele disse que não sabia onde estava sua mãe, com aquela voz doce de criança. Disse para ele se sentar ali comigo que logo logo sua mãe iria aparecer, no começo ele ficou meio assustado mas depois veio junto comigo. Ficamos sentados no parque brincando, durante uns 15 minutos, até que vejo uma mulher desesperada gritando pelo filho, acenei apontando para o garoto e ela sorriu aliviada. Veio até mim abraçou seu filho e me agradeceu, seu celular tocou ela atendeu nervosa e logo em seguida perguntou se eu podia ficar com o Thiago - esse era o nome dele - por uns 10 minutos pra ela resolver um problema. Disse que seria um prazer, e fiquei brincando com ele por esse tempo. Era incrível como eu amava e me dava tão bem com crianças.
A mãe da criança apareceu e se sentou junto conosco, e eu fiquei conversando com ela.
- Nossa, você fugiu de casa, assim, por conta e risco? Como você pretende se sustentar aqui?
- É. Ah eu tenho um dinheiro guardado que acho que dá para me sustentar até eu encontrar um trabalho. Eu ia atrás de trabalho hoje, mas dai em lembrei que era sábado.
- Entendi, e você pretende trabalhar no que?
- Qualquer coisa.
- Hm, já pensou em trabalhar como babá?
- Claro.
- Então acho que você já tem um trabalho...
- SÉRIO? - Gritei, eufórica.
- Se você quiser, eu to precisando mesmo de alguém que cuide do Thi, enquanto eu trabalho, já que minha filha que tomava conta dele foi fazr intercâmbio e eu sou divorciada, e vocês dois parecem ter se dado tão bem...
- É  a gente se deu muito bem mesmo. - Falei, sorrindo para o garoto que brincava de carrinho.
- Eu saio de casa muito cedo, então se você quiser se mudar pra lá, o quarto de hospedes está vago.
Eu não podia acreditar, estava arrumando um trabalho e eum lugar pra morar. Era perfeito demais para ser verdade.

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